Anotações oníricas [Viagens ao dormir]

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Eu tenho sonhado com tanta gente, mas tanta gente, entre famosos e amigos e anônimos, que, quando acordo, não consigo lembrar o que eu fiz com todo esse povo.

feira no mini mundo

Dia de feira no Mini Mundo

Essa noite eu sonhei com Seu Jorge não o cantor, minha gente!, o tiozinho que me vende laranjas na feira. Eu simplesmente adoro aquele senhor. E provavelmente ele nem saiba disso. Já pensei em formas de dizer a ele o quanto ele é querido pra mim, sem parecer uma louca carente no meio da feira. Quando voltei de São Luís, em setembro, trouxe um Guaraná Jesus pra ele. Acho que ele ficou feliz. E, de certa forma, foi um jeito de dizer o quanto gosto dele. Seu Jorge me lembra o meu avô. Um pouco até fisicamente, mas muito mais quando começa a falar o quanto adora trabalhar. Que levanta cedo para montar a banca, que faz isso há muitos anos e que sempre se orgulhou de trabalhar demais. É a mesma coisa que ouvir meu avô Noske falando. Quando Seu Jorge fala assim, tenho vontade de dar nele o abraço mais apertado do mundo. Essa noite sonhei com ele, me vendendo laranjas e contando histórias.

otelo

Sonhei que espumava de ciúme. Isso não é sonho porra nenhuma. Isso é pesadelo dos brabos. Pior é que no sonho, assim como na vida, no final eu achava que tava vendo chifre em cabeça de cavalo. E não na minha. Se bem que nem sempre é assim. Mas no sonho foi. Acordei com vontade de socar o marido, que dormia lindamente do meu lado. Mas achei melhor não. Até respirei aliviada, admirei a beleza dele um pouco e voltei a dormir.

Leave me where I am, I´m only sleeping

Leave me where I am, I´m only sleeping

As férias acabaram. Acho que agora vou voltar a sonhar dormindo. Porque na minha cidade, com as pessoas mais amadas do mundo ao meu redor, eu estava sonhando acordada todos os dias.

De uma piscina mais lotada que o Piscinão de Ramos, onde era impossível se mexer sem triscar em alguém, eu passei diretamente para diante de um espelho. Estava me arrumando para sair. Mais maquiada do que jamais estive na vida, com um cabelo bem preto e comprido, bem diferente. Mas com roupas que eu tenho de verdade. Quer dizer, lembro pelo menos de uma bermuda preta que é minha mesmo. E o espelho e tudo o mais ao redor confirmava que o cenário era, mais uma vez, a casa de vovó Cita. Era o banheiro dela, “camarim” meu e das irmãs durante a infância e adolescência. Não lembro para onde eu ia, mas meu avô aparecia na porta e dizia que me levaria de carro até lá.

Eu caí feio. Estava no topo de uma escada dessas de pintor de parede e arrumava umas coisas em… uma parede! O telefone tocou. Era pra mim. Mas Tatiana, minha irmã, atendia e dizia que eu não podia atender porque estava acabando um trabalho. Logo que ela desligava, eu caía lá do alto. Nessa hora, Dânia aparecia também. Eu ficava no chão, chorando. Toda vez que caio realmente eu me sinto muito humilhada. Daí o despertador tocou.