Anotações oníricas [Viagens ao dormir]

Posts Tagged ‘quase pesadelo

No sonho dessa noite – um dos, porque sei que foram vários!! – eu era destemida. Muito destemida.

Eu e Cleiton estávamos em São Luís. Parecia a região da praça Maria Aragão. Estava muito escuro e a gente estava caminhando para pegar o carro. No meio da escuridão, aparecia um cara, de uns 40 anos mais ou menos, e nos atacava. Queria minha bolsa vermelha e mandava a gente calar a boca.

A bolsa que o ladrão queria

Eis que eu enfiava uma faca na barriga do cara. Começou a sair sangue pra todo lado e ele ficou cambaleando, sem cair. Detalhe: a faca usada era uma que tem aqui em casa, do cabo de madeira, que eu adoro usar para descascar laranja. Ela ficava enfiada no bucho do ladrão e eu ia lá arrancar, porque fazia questão de pegar minha faca favorita de volta.

Cruzes!

Anúncios

Quem curte???

Mas a verdade verdadeira é que passei a noite toda sonhando com o casal Nardoni, que tinha acabado de ser condenado pela morte da Isabella. Acho que porque vi a condenação e fui dormir… só sei que não deu outra!

Foram várias aparições. Via eles, via outras pessoas envolvidas no caso, via o carro do alto, como a imagem da TV mostrou o trajeto do fórum em Santana para a delegacia em Pinheiros. E pior: vi o Alexandre Nardoni saindo da prisão daqui a 31 anos – sim, porque no meu sonho ele cumpria a pena todinha!! – e esbarrando com a filha Isabella. Sendo que ela tinha a idade que teria daqui a 31 anos, ou seja, era uma mulher de quase 40 anos. Bizarro. E ela falava pra ela que a vida dela não ia começar aos 40, porque tinha acabado faz tempo.

Foi uma noite longa e meu pescoço acordou bem tenso e doído. Mas eu ainda fiz piada besta ao acordar, dizendo que eles perderam a liberdade antes da estreia do Alice do Tim Burton. Ha!

Fui dormir com preguiça. E acordei com preguiça. Tanta era a preguiça que desisti da ioga. Deitei novamente e a série de “curtas” – sonhos pequeninos e bizarros – da noite inteira voltou, já de manhã.

– O primeiro que me lembro era eu, muito herege, falando mal de uma procissão. Eu estava lá, provavelmente rumo a São José de Ribamar, e soltava a pérola: “Não acredito que é a terceira vez que venho nessa merda!” Minha irmã, que vai mesmo nessa romaria, me olhava com a cara mais desapontada do mundo. Meu avô também estava lá. Depois eu aparecia no carro, com meu avô dirigindo. Era madrugada e eu perguntava como ele conseguia dirigir a madrugada inteira. Ele se gabava que era bom de volante [coisa que ele nunca foi, hahahahahaha].

– Sonhei também que Caetano Veloso ia comemorar o aniversário dele em um parque de diversão, com o filho Zeca.

E surravam o Caetano, gente! Pessoas que odeiam ele – e isso nunca sai de moda! – batiam no cara. O filho ia defender o pai e saía com a testa toda ensanguentada. Eu ficava vendo aquilo chocada, com vontade de chorar.

– O terceiro sonho foi terrível! Meu marido atendia o telefone de madrugada e começava a trocar juras de amor, comigo do lado, ali deitada na cama. Quando eu perguntava quem era, ele dizia: “É só uma menina aí”. “Mas que menina?” “Ah, uma que dei uns beijos”. Acordei chorando, agoniada. Ah, e no sonho eu socava ele até ficar com dores terríveis na mão. hahahahahahahaha

Foi uma noite sangrenta.

Sonhei com o meu passado e com o dele. Misturado. Não lembro de detalhes e amo realmente essa minha memória seletiva onírica. Só sei que não ornou. Não chegou a ser um pesadeeeeeeeeeeelo. Mas não ornou.