Anotações oníricas [Viagens ao dormir]

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Eu e minha Bibi

Bibi sonhou que eu morria. E ficou angustiada, disse que quase me ligou de madrugada e, agora de manhã, me contou no msn. E ontem à noite, já deitados para dormir, DO NADA, Cleiton disse: “Cadê Bibi?”, uma brincadeira que começou quando Maurício criou uma “musiquinha” pra saudade que sinto da irmã. Na hora em que Cleiton falou, eu ri, disse que logo estaremos lá em São Luís, mas o que me deu mesmo foi uma angústia. Lembrei de mamãe dizendo, horas antes, que Dânia tinha saído. Fiquei neurótica, levemente neurótica: ela foi de carro? Pro reggae? Vai voltar com quem? Alguma coisa estranha vai acontecer à minha irmã?

Pois bem: hoje de manhã ela me contou que estava decidida a ir ao tal reggae, mas que, de repente, desistiu. E olha que isso é difícil de acontecer! Ela nem foi e eu fiquei aqui pensando que algo estranho ia acontecer a ela. Ela não foi e sonhou que eu morria.

Estamos aqui, as duas. Ufa. Viva a vida e esse amor que nos liga mesmo à distância. E para sempre!

Ele fez risoto pra mim! Très chic!

Foi um sonho brega, apesar de elementos chiques pelo meio. O Olivier Anquier estava em uma cozinha, uma cozinha grande, o que me fez ver, de cara, que não era na minha casa. Mas o fato é que ele estava cozinhando um risoto especialmente para mim. Arroz arbóreo do mais phyno, brócolis, umas castanhas, queijo… O troço era tão bom, mas tão bom, que acho que nem comi no sonho, mas, antes de provar, só o cheiro já estava me fazendo muito feliz. E o Anquier falava, gesticulava, explicava a receita, dançava pela cozinha. Tinha mais gente no “cenário”, mas eu não conhecia ninguém. Uma mulher disse, enquanto o boniton rodopiava com uma panela na mão: “Isso é que é homem.” Acho que nessa hora eu acordei.

Eu e CB, o astro do sonho!

Sonhei que CB voltava a morar em São Paulo. Ô vontade grande!!

Eu ligava para a nova casa dele e caía na caixa postal. Ele nem aparecia no sonho. Mas a gravação com a voz dele era a prova de que o poeta estava de volta! Ele dizia, daquele jeito empolgado dele, que não estava, que ali era a nova morada paulistana e praticamente berrava o número do telefone, fazendo questão de falar “ddd 11”.

Dadá: ela apenas dedicou toda a sua vida à minha família

Há duas noites mais ou menos eu sonhei com Dadá. Acordei sentindo perfeitamente o cheirinho dela. Era como se Dadá tivesse vindo me visitar. E eu sei que ela realmente veio.

Noite passada sonhei com a minha professora de Francês. A última delas. Acho que foi o maior sinal de que realmente PRECISO voltar a estudar esse idioma que tanto amo.

Sonhei com um parque de diversões. Bem grande, cheio de brinquedos. Especialmente com uma roda gigante maluca, onde as pessoas ficavam de pé e sem proteção nenhuma. Algumas cabines eram muito estranhas, com famílias inteiras de retirantes. Aquela imagem que temos de retirantes, a mulher com um pano na cabeça, o homem com o pé no chão, as crianças barrigudinhas. Todos de pé, rodando no brinquedo e sem lugar para se segurar. Um passo e todos estariam no chão. Depois meu foco foi para a montanha russa. Lá um garotinho de uns 4 anos queria andar em um carrinho sozinho. Ele estava sozinho, sem nenhuma pessoa para cuidar dele e batia o pé: queria ir na montanha russa. Eu ficava vendo. Só vendo. Não fazia nada. E nem conhecia ninguém.

feira no mini mundo

Dia de feira no Mini Mundo

Essa noite eu sonhei com Seu Jorge não o cantor, minha gente!, o tiozinho que me vende laranjas na feira. Eu simplesmente adoro aquele senhor. E provavelmente ele nem saiba disso. Já pensei em formas de dizer a ele o quanto ele é querido pra mim, sem parecer uma louca carente no meio da feira. Quando voltei de São Luís, em setembro, trouxe um Guaraná Jesus pra ele. Acho que ele ficou feliz. E, de certa forma, foi um jeito de dizer o quanto gosto dele. Seu Jorge me lembra o meu avô. Um pouco até fisicamente, mas muito mais quando começa a falar o quanto adora trabalhar. Que levanta cedo para montar a banca, que faz isso há muitos anos e que sempre se orgulhou de trabalhar demais. É a mesma coisa que ouvir meu avô Noske falando. Quando Seu Jorge fala assim, tenho vontade de dar nele o abraço mais apertado do mundo. Essa noite sonhei com ele, me vendendo laranjas e contando histórias.