Anotações oníricas [Viagens ao dormir]

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O sonho da noite foi LINDO!

Eu e Cleitin estávamos em um carro, em uma estrada escura, rumo a um show de Roberto Carlos. Parecia que era a estrada de Ribamar, e o show era meio longe. Estávamos em São Luís, ou seja, a chance de ser em Ribamar era grande, hehehehe

A caminho do show, eu dirigindo, ele do lado contando histórias enquanto ouvíamos música, ele via um bilhete de mamãe. Ela tinha nos dado R$ 303 (olha a precisão dos três reais!) para que a gente comesse durante o show do Rei.

Mamãe consegue ser linda e fofa na vida real e nos sonhos.

 

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Sonhei com vovó Cita. Era hoje e ela estava viva, mas nem de longe aparentava a idade que teria atualmente, quase 88 anos. Estava nova e morava em uma linda casa de condomínio, com uma piscina no quintal todo gramado. Vera morava com ela e também aparentava ser mais nova.

De resto, todos nós tínhamos a cara de hoje. Estávamos tomando banho na piscina, à noite. Era uma espécie de inauguração da casa de vovó. Papai de dentro da piscina gritava que não ia mentir e que agora queria mesmo um neto “machinho”.

Todos riram muito. Foi o sonho mais acolhedor dos últimos tempos.

Ontem de noite, antes de dormir, Cleiton falou:
– Se sonhar com Dona Tina, diga que eu vou sentir muita saudade.
Hoje de manhã, eu pra ele:
– Eu sonhei, gato. Mas não pude dar o seu recado, porque ela não parou para falar comigo um minuto. Dançou a noite toda!

Tina linda, te amamos muito! Para sempre!

“Brega, sei que com essa vc chora, mas não poderia deixar de te contar. Vovô já confirmou presença no seu casamento. Essa noite sonhei com ele e ele tava todo agoniado querendo comprar uma passagem de avião para ir para Sampa para seu casamento. ♥ Falou que não ia com a gente, não. Que não poderia ficar tantos dias, mas que não poderia perder o casamento. ♥”

Minha irmã Tatiana sonhou isso. E eu chorei muito, no meio da tarde, no meio do trabalho.

Ele e eu: arcos da promessa

Minha aliança de casamento está folgada. MUITO FOLGADA. Se eu bato palma em um show, muitas vezes ela cai. Do casamento para cá, perdi dez quilos (ainda bem!), e, de certa forma, sou até feliz com a aliança frouxa. Mas prezo muito por ela. Amo. Tenho carinho. Cuidado. Ela é, de fato, o símbolo de um dia muito lindo para mim – 22 de março de 2009 – e de tudo que estamos construindo juntos.

Daí que, há alguns dias, eu sonhei com a aliança. Mais que isso, sonhei com mamãe como uma espécie de guardiã dessa aliança. Ela me ensinava a cuidar, me dava dicas de como não perder e demonstrava o maior apreço pela dita cuja.

Achei bonito. Ainda mais porque o dia dos 40 anos do casamento de mamãe e papai se aproxima (é dia 19!).

Sonhei com Laura essa noite. Saudade brava, sei que é isso. Logo agora, que ela está mais tagarela, e eu sonho acordada em trocar ideia com ela, eu me pego sem ir ao Rio há nove meses! Mas ok, em 2011 eu verei mais essa amiga que hoje me apareceu em sonhos.

Laura linda da tia

Foi assim: ela aparecia com Cassiano e Elisa, fantasiada de Branca de Neve. A gente ia para uma festa xis. Ela estava linda de Branca de Neve, mas tinha pedido para Lili colocar um aplique nela, pro cabelo ficar grande. Eu ria muito quando via, porque o aplique era tosco, de loja de fantasia, e tentava argumentar:

– Mas, Laura, a Branca de Neve tem o cabelo do tamanho do seu! Não precisa do aplique. Cabelão é o da Rapunzel.

– Não, tia, eu quero o cabelão.

E lá ia Laura de Neve com seu cabelão descolando, pendurado, mas linda, linda!

Eu nunca tinha sonhado com o meu padrinho e pouco falo dele. Mas lembro bem que no dia da sua morte tive uma sensação estranha de orfandade, que nem sei explicar.

Severino – ou tio Sevi – era o irmão mais novo da minha avó materna. Esquisitão e calado, ele morava em um quarto da casa da minha avó. Lembro bem dele de pijama, com a camisa do pijama aberta e os chinelos sendo arrastados pela casa. Nunca havia se casado. No fim da vida, se casou, mas eu nem cheguei a conhecer sua mulher.

Essa noite tio Sevi veio me visitar. E eu estranhei ter sido logo na noite seguinte ao Dia de Finados. Fiquei com uma sensação de culpa, por nunca ter visitado a sua sepultura – nem a da vovó. No sonho ele estava como era: caladão e um tanto sério, mas também pronto para uma graça ou risada a qualquer momento. E ele me contava que a vovó dizia que ele nunca havia se casado quando era moço porque uma namorada dele chamada Julieta havia morrido muito jovem. Ele me mostrava, surgia do nada, do nosso lado, a sepultura da Julieta. Era um buraco no chão, em formato de cruz. Mas ele contava tudo isso rindo, gargalhando mesmo.

Acordei com a tal culpa – talvez uma culpa maior, que tenha a ver com o fato de eu nem rezar mais – e com saudade do meu padrinho.