Anotações oníricas [Viagens ao dormir]

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O suicida era realmente muito jovem. Seu rosto não aparecia, somente o braço ensanguentado jogado no ar, caído do lado esquerdo da cama. Em cima do criado-mudo, com uma letra feia, em um papel sujo de sangue, o bilhete. O último bilhete.

“Não sintam falta do que eu nem fui.
Nunca fui nada além que meus próprios esconderijos.”

Depois que li, assustada e triste, eu acordei.