Anotações oníricas [Viagens ao dormir]

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“Sonhe. Tenha até pesadelos, se necessário for. Mas sonhe.”

[Pagu]

Pagu, amiga geminiana

Matar o sonho é matarmo-nos. É mutilar a nossa alma. O sonho é o que temos de realmente nosso, de impenetravelmente e inexpugnavelmente nosso. [Fernando Pessoa]

“Numa pensão na rua Rui Barbosa [em São Paulo], em 54, comendo bife estorricado com folha de alface e vinagre, a gente sonhava com uma companhia de teatro.”

[Fernanda Montenegro]

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[Clarice Lispector, no livro “De corpo inteiro”, sobre entrevista com o psicanalista J. D. Azulay]

“Perguntei ao meu entrevistado se era ´errado´cair em devaneio e sonhar de dia acordado – fiz essa pergunta porque devaneio muito e fora de hora e pensei que era anômalo. Respondeu-me claramente com sua voz tranquila e apaziguante. ´A vida seria insuportável sem o sonho.´
Suspiro meu de alívio: eu estava livre para sonhar sem autocensura. É que às vezes não se tem mesmo mais nada e só restam os brandos e profundos sonhos que mais parecem uma prece. Se esses sonhos se realizam? Eu diria que a realização está no próprio ato de apenas sonhar. É pouco? Sim, é pouco. Mas é assim.