Anotações oníricas [Viagens ao dormir]

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“Brega, sei que com essa vc chora, mas não poderia deixar de te contar. Vovô já confirmou presença no seu casamento. Essa noite sonhei com ele e ele tava todo agoniado querendo comprar uma passagem de avião para ir para Sampa para seu casamento. ♥ Falou que não ia com a gente, não. Que não poderia ficar tantos dias, mas que não poderia perder o casamento. ♥”

Minha irmã Tatiana sonhou isso. E eu chorei muito, no meio da tarde, no meio do trabalho.

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Ele e eu: arcos da promessa

Minha aliança de casamento está folgada. MUITO FOLGADA. Se eu bato palma em um show, muitas vezes ela cai. Do casamento para cá, perdi dez quilos (ainda bem!), e, de certa forma, sou até feliz com a aliança frouxa. Mas prezo muito por ela. Amo. Tenho carinho. Cuidado. Ela é, de fato, o símbolo de um dia muito lindo para mim – 22 de março de 2009 – e de tudo que estamos construindo juntos.

Daí que, há alguns dias, eu sonhei com a aliança. Mais que isso, sonhei com mamãe como uma espécie de guardiã dessa aliança. Ela me ensinava a cuidar, me dava dicas de como não perder e demonstrava o maior apreço pela dita cuja.

Achei bonito. Ainda mais porque o dia dos 40 anos do casamento de mamãe e papai se aproxima (é dia 19!).

Cleitin e Kaki King

Sonhei que meu marido havia sido casado com a Kaki King. E que nunca tinha me contado. Minha maior raiva no sonho era essa: como assim ele tinha deixado eu fotografar os dois, depois do show da moça (que nem de moços gosta, hehehehe), sem saber que eles haviam sido casados anos antes? Daí eu me rebelava, dizia que eles dois eram uns falsos, que olhando a foto ninguém diria que ali estava um ex-casal, que eles fingiram muito bem nunca terem se visto. hehehehehe

William, querido geminiano,
estreando em sonhos meus

Pela primeira vez nesse quase um ano em que nos conhecemos, sonhei com William. Perto do aniversário dele, bem no nosso inferno astral. O sonho foi bem real. Ele estava no Rio – onde está agora mesmo – e ligava perguntando umas coisas pra gente. Dicas de bar ou algo assim. William é uma presença tão necessária, que até sonhar com ele é bom demais.

Sonhei também com a minha escola. Que, entre uma sala de aula e outra, tinha vitrines de lojas. Como se fosse um shopping. Eu passeava pelos corredores, em busca da sala de Dânia. E achava.

Outra lembrança da noite é de um casamento na casa dos meus avós, no Turu. Atrizes da novela de Manoel Carlos, Lilian Cabral e Natália do Valle, perguntavam se as madrinhas iam entrar também com buquê de flores. Bizzaro. E, no meio da arrumação da casa para a cerimônia, eu encontrava um prato de salada murcha atrás da cadeira onde vovô se deitava para ver TV. Como se tivesse sido esquecida ali há semanas. Ou há meses.

Da série bizarrices.

Eu entrava no banheiro e lá via uma travessa com uns restos de salada. Pegava a travessa para levar pra cozinha e, quando ia jogar os restos de salada fora, via que a aliança de Cleiton estava lá dentro. Tadinha, toda suja de azeite e molho caseiro Hellmann´s.

Só isso. Eu tirei a aliança de lá e não vi mais nada.

Dia do casamento!

Judiação!

Ter ciúme em sonho é péssimo. Porque não passou de um sonho, mas eu acordo agoniada do mesmo jeito. Essa noite sonhei que a gente mudava de casa. Ia para um apartamento ainda menor, mas tão fofo quanto esse. Parecia o apartamento que morei perto do Sesc Vila Mariana. E lá tinha piscina.

Pois eis que o ciúme foi parar na piscina. Eu chegava com algumas coisas da mudança e umas garotas bonitonas estavam tomando sol. Eu pedia licença e elas eram gentis. Eu ficava impressionada, porque adolescente e pós-adolescente costuma ser tudo, menos gentil. Logo que eu passava com as coisas, no entanto, uma delas perguntava se eu pintava o cabelo de vermelho para esconder que era loira.

– Porque pedir licença assim é coisa de loira burra. [??????????????????? – sem sentido algum, né?]

O marido subia com o resto das coisas muito tempo depois. E me dizia que demorou porque decidiu mergulhar na piscina com as “garotas”. Gente, eu virei foi bicho. Ciúme onírico. Tão louco, forte e arretado quanto o da vida real. hehehehehehehe

Esse final de semana, acho que de sexta pra sábado, na verdade, sonhei com a minha avó materna. Ela conversava comigo por telefone. E dizia que o casamento de papai e mamãe tinha sido “de mentirinha”, as fotos tinham sido armadas, só pra gente achar que eles eram casados mesmo quando nascesse. A gente = eu e minhas irmãs. Eu contestava, dizia que não, que eles tinham casado sim, que o constante pedido de mamãe para papai casar com ela era só uma brincadeirinha [uma brincadeira real deles, que dura até hoje, com meu pai sempre rindo e dizendo NÃO!]. A vovó reafirmava tudo: eles não tinham se casado de verdade e era para eu ajudar mamãe a organizar a festa de casamento que ela sempre sonhara.

No dia seguinte, liguei para a minha mãe e pedi que ela levasse flores para a vovó no cemitério, aproveitando que estava em Teresina. Contei o sonho. Minha mãe riu. E disse para eu aprender a interpretar sonhos.

– Isso é sua avó cobrando que você se case de verdade.

Achei graça.

19 de setembro de 1971:
papai e mamãe no altar, lindos