Anotações oníricas [Viagens ao dormir]

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Olha ele aí, meu eterno candidato

Foi engraçado demais. Eu ligava para o Eduardo Suplicy, do skype. Ele atendia, a gente conversava muito, ele com aquela famosa paciência quase lerda de vovô, mas a primeira coisa que eu falava era que votaria nele até para síndico do meu prédio – e VOTARIA MESMO.

O cenário era, mais uma vez, a casa do Turu, a casa dos meus avós paternos, casa que nem existe mais. A mesa de mármore estava cheia de gente, todos tinham acabado de almoçar, mas eu lembro que era papai quem estava na cabeceira, de frente pra mim. E papai não acreditava que eu estava mesmo falando com Eduardo Suplicy. Quando acreditava, entrava na conversa e ficava dizendo pros outros o quanto eu era esperta. Eu, um tanto envergonhada da exibição paterna, dizia que tinha achado o endereço do skype do senador no site do senado.

Em um momento da conversa, outro pai decidia exibir o filho: Eduardo Suplicy colocava o Supla na linha para cantar um jingle que ele tinha feito pra uma campanha xis do pai. hahahahahaha E o senador também mandava um vídeo dele correndo na São Silvestre. hahahahahahaha

William, querido geminiano,
estreando em sonhos meus

Pela primeira vez nesse quase um ano em que nos conhecemos, sonhei com William. Perto do aniversário dele, bem no nosso inferno astral. O sonho foi bem real. Ele estava no Rio – onde está agora mesmo – e ligava perguntando umas coisas pra gente. Dicas de bar ou algo assim. William é uma presença tão necessária, que até sonhar com ele é bom demais.

Sonhei também com a minha escola. Que, entre uma sala de aula e outra, tinha vitrines de lojas. Como se fosse um shopping. Eu passeava pelos corredores, em busca da sala de Dânia. E achava.

Outra lembrança da noite é de um casamento na casa dos meus avós, no Turu. Atrizes da novela de Manoel Carlos, Lilian Cabral e Natália do Valle, perguntavam se as madrinhas iam entrar também com buquê de flores. Bizzaro. E, no meio da arrumação da casa para a cerimônia, eu encontrava um prato de salada murcha atrás da cadeira onde vovô se deitava para ver TV. Como se tivesse sido esquecida ali há semanas. Ou há meses.