Anotações oníricas [Viagens ao dormir]

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Ontem dormi ouvindo Lou Reed. No dia que ele morreu, anteontem, me deu vontade de ouvir, mas não consegui. Ou não quis mesmo.

Daí o sono que veio, ao som do Transformer, me fez sonhar que tínhamos uma cachorrinha em casa. Ela surgia do nada, era yorkshire e se chamava Loulou. Assim mesmo que o nome dela era escrito, ela tinha isso em uma coleira.

Quando eu via Loulou, me espantava. “Cleiton, que cachorra é essa?”

Embaixo do computador, tinha um pratinho vazio, o dela. E ela sentia fome. Cleiton parecia já saber que ela estava conosco há um tempo, porque na mesma hora ia até a área de serviço e pegava um potinho – já na metade – com a ração dela. Ela sentia muita sede e eu me agoniava porque não tinha um pratinho de água.

Entre uma e outra providência para que a nova habitante se sentisse bem, eu insistia: “De onde surgiu essa cachorrinha?” E Cleiton acabava me contando que ela era dele, da época do primeiro casamento. Mas nem ele sabia como ela tinha ido parar ali.